21 de janeiro de 2008

Expiação


Expiação traz para o cinema o romance homónimo de Ian McEwan, sobre o amor de dois jovens (Keira Knightley e James McAvoy) na Inglaterra da década de 30. São de classes sociais diferentes (ela vive num palácio, ele é o filho da governanta), e nunca expressaram os seus sentimentos um pelo outro, até que um encontro fugaz numa biblioteca consuma a sua paixão. Só que a noite em que se encontram é a mesma em que eles se separam, devido a uma acusação infame de pedofilia. Ele vai preso e só é solto devido ao eclodir da Segunda Guerra Mundial; ela promete esperar por ele e abandona o palácio dos pais para se dedicar à enfermagem.
Contado assim, este parece um melodrama mais ou menos convencional. Mas é só impressão. McEwan não é um escritor convencional e Joe Wright faz questão de trabalhar os seus materiais melodramáticos da forma mais engenhosa possível. E tudo ali é virtuosismo: a forma (extraordinária) como a música se encadeia com a acção; os diversos ‘flashbacks’ com a câmara a transmitir os olhares divergentes das personagens sobre o mesmo acontecimento; o enorme (e magnífico) plano-sequência em Dunquerque.
Já o fui ver, apesar de ter achado o filme um pouco confuso, gostei. Mas a cima de tudo, gostei bastante da banda sonora.

2 comentários:

Analog Girl disse...

Ando com muita curiosidade nesse, também. Não tem o tom melodramático dos filmes de amores impossíveis. Parece-me realmente bom.

Alfarrobas disse...

"(...)gostei bastante da banda sonora."

Tu queres é música :p