30 de setembro de 2007

Praça da Figueira

Na 6ª feira tive que me deslocar à Baixa por causa do Baptizado do meu sobrinho e afilhado.
A minha cunhada resolveu estacionar o carro no parque de estacionamento da Praça Figueira visto que este era o parque de estacionamento mais próximo do local para onde precisávamos de nos deslocar.
Depois de muito procurarmos lugar encontramos um, no piso -3, resolvemos estacionar. Como estávamos na companhia do Pedro, resolvemos procurar o elevador, pois subir escadas com o carrinho não dava lá muito jeito.
Entramos no elevador e reparamos que só ia até ao piso -1, por momentos chegamos a pensar que quem construiu o parque chamou ao piso térreo -1.
Quando chegamos ao piso -1 apercebemo-nos que ainda estávamos dentro do parque de estacionamento, como não encontrávamos outro elevador (só escadas), resolvemos ir perguntar a um funcionário do parque como é que podíamos ir lá para fora sem ser de escadas, ao que nos foi respondido que teríamos que sair pelo mesmo sitio que os carros!
Assim foi, o senhor veio ao nosso lado e acompanhou-nos até chegarmos ao passeio, disse-nos ainda que quando voltássemos teríamos que fazer o mesmo percurso.
Pude detectar que o parque tem daqueles lugares reservados para pessoas portadoras de deficiência, grávidas e pessoas acompanhas por crianças de colo (mais tarde vim a saber que estes lugares são obrigatórios)… mas o que não consegui entender é como é que um parque tem destes lugares e depois não se preocupa minimamente com o acesso destas pessoas à rua… Como é obvio um elevador a funcionar até ao piso -1 e umas escadas até ao piso térreo não são solução. Imaginemos que eu não estava com a minha cunhada e que ela tinha mesmo que subir as escadas… como é que ela subia tendo com ela o Pedro e o carrinho? Ao mesmo tempo lembrei-me de uma pessoa portadora de deficiência em que o seu meio de mobilidade era uma cadeira de rodas, como é que ela subia a escadas? Impossível.
Depois do que nos aconteceu constatei que a única forma que se tem de sair dali sem escadas é mesmo pela passagem dos carros… em primeiro lugar, apesar de ser uma saída de um parque de estacionamento em que os carros vêm devagar, pode haver alguém distraído e ainda por cima tem uma ligeira curva o que impossibilita os condutores de verem os carros. Por outro lado, apercebi-me que aquela saída é demasiado íngreme para alguém que precise de uma cadeira de rodas, podem crer que não conseguem subir aquela “rua” sozinhos.
Na minha opinião além de os lugares de estacionamento serem obrigatórios deveriam também ser obrigatórios acessos fáceis de saída e de entrada nestes parques.
Fiquei imensamente indignada, como é que é possível que nos dias de hoje não haja qualquer preocupação sobre a mobilidade destas pessoas, sejam eles, pessoas portadoras de deficiência ou bebés.

2 comentários:

Analog Girl disse...

Uma situação tão obtusa só podia ser mesmo à portuguesa...
Que vergonha!
Partilho da tua indignação. Completamente ridículo!

Maria Franco Frazão disse...

Acredita que fiquei chocada e indignada com esta situação...daí o post...não se entende mesmo!