4 de agosto de 2014

Sapatos

Os sapatos das crianças são "caros para burro".. mas é que são mesmo caros.. e não é que o filhote mais novo em 2 meses e picos, os sapatos deixaram de lhe servir?
E como ele está a começar a andar temos de comprar uns todos XPTO´s..
 
Eles crescem tão depressa... ainda no outro dia nasceu...

Semana Agridoce

O inicio da semana passada começou com o mais novo com febre. Febres altas, mas aparentemente sem mais nada.
A segunda feira começou com uma ida com o mais velho ao hospital para repetir os testes das alergias. Portou-se que nem um senhor. Devido à manhã que ele teve pensei em passar a tarde com ele. Apenas com ele.
Ainda fizemos algumas coisas giras e ofereci-lhe um presente que já há uns dias que andava a pedir. Ficou feliz. Apesar da manhã foi um dia muito mas muito bem passado.
 
À noite, o mais novo ficou um bocadinho pior. Contatei com o pediatra que nos disse para aguardar até 4ªF (os famosos 3 dias de febre..).
Na terça continuou na mesma, quarta de manhã lá falei novamente com o pediatra que nos mandou para o hospital.
Passámos lá o dia todo, entre consultas e análises. Saímos de lá com um "é um vírus", controle a febre e espere mais 24h/48h.
Quinta feira na mesma. Sexta encontrei o pediatra que me mandou de novo para o hospital.
Tudo na mesma, apenas febre (alta) e com perda de apetite. Mais análises. As análises estavam na mesma. No fim-de-semana haveria de passar.
Nessa mesma sexta feira continuava com febres na casa dos 39º e de 4 em 4 horas. Ás 23h, novo pico de febre, mais uma dose de ben-u-ron ou brufen.
No sábado medi-lhe a temperatura umas quantas vezes...36,9º; 36,9º, 36,9º...nunca passou daqui..
 
O tal vírus assim como apareceu..desapareceu!
 
O bom desta semana foi ter podido ter dias exclusivos para cada um dos meus filhos, algo que já não tinha há algum tempo... um dia inteirinho!
 
É tão bom quando podemos ter um tempinho para eles.
A parte má, é que fiquei com mais novo porque ele estava doente e realmente estava-me a deixar muito preocupada...

25 de julho de 2014

Foi preciso descobrir um novo blog para me aperceber que

faço exatamente o mesmo que a autora deste blog.
 
E não é que é igualzinho?
 
Tenho mesmo que mudar isto..
 
Sei que o mais pequeno precisa de mais apoio, mas o primeiro não pode ser passado para "segundo plano"..
 
Ou será que com toda a gente é assim?

Livros

Ando com vontade de comprar dois livros..
"10 Dias Para Ensinar o Seu Filho a Dormir" porque quero ver se consigo ensinar as duas alminhas lá de casa a dormir a noite toda.
 
Ainda estão com a ressaca das férias e da nossa ausência, logo, não há uma noite que durmam a noite toda e eu passo a noite entre o meu quarto e o quarto deles.. e para ajudar à festa, hoje ainda não eram 6h quando a alminha mais nova achou que eram horas de se levantar.. A verdade, é que passado 3h, mais ou menos, ele vai dormir novamente...mas eu tenho de vir trabalhar...
 
E este "O Estranho Ano de Vanessa M." , li na internet um pouco do livro e entusiasmei-me.
 
 Já que vem aí mais um período de férias e que eu espero ter tempo para ler, acho que podiam ser duas boas aquisições :)

Compras

Ando com alguma necessidade de comprar algumas coisas, mas desta vez, não é para os meus filhos é mesmo para mim.
A saber:
- Calças de gangas
- Camisas brancas
- Malas, uma castanha e uma preta
- Fato de banho
- Cinto
 
Confesso que até agora ainda não fui ver de nada a não ser do fato de banho.. aqui na zona onde trabalho já dei uma espreitadela numas lojas..
Na maioria não encontro, onde encontrei ou eram pretos e tamanho xxs e noutra loja só gostei de um e era caro, mas caro.
Quanto ao fato de banho descobri uma loja que pelo site tem fatos de banho giros quero ver se amanhã dou lá um saltinho. Quanto às outras coisas, quero ver se ainda apanho alguma coisa em saldos.. mas ou me despacho ou então não tenho sorte nenhuma..

Onde andam?

Antes de irmos de férias comprei dois presentes de aniversário via FB.
Um para a minha afilhada e outro para a minha sobrinha.
Sabia perfeitamente onde estavam os dois porque na véspera de irmos embora era suposto entregar os dois presentes.
Não consegui estar com a minha sobrinha, logo não lhe dei o dela.
Não me consigo lembrar se o arrumei muito arrumadinho para não o perder e para lhe entregar quando voltasse ou se o deixei dentro do envelope onde o recebi.
A única coisa que me lembro é do meu marido me ter perguntado se podia deitar o envelope fora e de eu lhe ter respondido que sim, mas uma coisa tenho a certeza, pedi-lhe para verificar se estava lá dentro alguma coisa. Não me recordo da resposta e já nem ele se lembra deste episódio..
Sei que andei à procura e não encontro.
Este fim-de-semana preciso de arrumar a casa e quero ver se encontro o dito.

Os meus irmãos

Pensamos todos os dias no valor incomensurável dos filhos e dos pais, sabemos o quanto vale cada amigo, mas não contabilizamos os irmãos
Só se percebe verdadeiramente a importância das coisas ou das pessoas quando as perdemos. Quando as consideramos tão garantidas como o ar que respiramos, nem pensamos no seu valor. Não fazemos contas, assim como um milionário não faz contas para ir à mercearia nem sabe as oscilações do preço da bica. Com os irmãos é assim que as coisas funcionam. E é por isso que funcionam tão bem.
Nós não sabemos quanto vale um irmão. Nem pensamos nisso. Pensamos todos os dias no valor incomensurável dos filhos e dos pais, sabemos o quanto vale cada amigo, mas não contabilizamos os irmãos. É diferente com eles. É diferente porque os irmãos são de graça. Eles caem-nos ao colo sem planeamento, sem poder de escolha, sem pensarmos nisso. Também é diferente porque nós crescemos com eles e crescemos juntos em tudo. Começamos desde pequeninos a lutar, a brincar, a discutir, a partilhar a casa de banho, o quarto, as meias, os jogos, os pais e os outros irmãos. Eles crescem a meias connosco e por isso acabam por ficar mais ou menos nós.
E é por isso que os irmãos nos conhecem melhor que os nossos pais ou amigos. Conhecem-nos os tiques, as fraquezas, os gostos e as sensibilidades; sabem o que quer dizer cada expressão nossa, aquilo que nos faz chorar e os limites da nossa tolerância. Também sabem que podem ultrapassar todos esses limites porque nada acontece, porque não há divórcios de irmãos. Os irmãos não prometem amar-se na saúde e na doença até que a morte os separe. Não precisam: quer prometam quer não, quer queiram quer não, é mesmo assim que vão viver.
Em todas as outras relações é preciso tempo. É preciso guardar tempo e ter tempo para estreitar laços, criar cumplicidades, ganhar confiança ou aprofundar as relações. Mas os irmãos não precisam de tempo. Nós gostamos dos nossos irmãos o mesmo que sempre gostámos apesar do tempo. Nem mais nem menos um bocadinho que seja. Podemos passar anos sem nos falar que não é por isso que as cumplicidades, os laços, a confiança (muita ou pouca) se esvanece. Os irmãos são imunes ao tempo, à distância ou às zangas e isso torna-os à prova de tudo.
Com os irmãos, ao contrário do que acontece com todas as outras pessoas, também não precisamos de falar: basta estar. Se falarmos e rirmos uns com os outros, melhor, é uma espécie de bónus; se discutirmos, melhor ainda: quer dizer que podemos, quer dizer que somos tão irmãos que até podemos discutir violentamente e continuar a ser irmãos. Até ao fim.
Eu tenho a suprema sorte de ter oito irmãos. Ter oito irmãos quer dizer ter oito melhores amigos, quer dizer ter oito pessoas que se atiravam a um poço para me salvar (espero...) e oito pessoas a gostar incondicionalmente de mim ao mesmo tempo. Já perdi dois deles, o mais velho e o mais novo. Perdi-os numa idade em que não se perdem irmãos e eles morreram estupidamente numa idade em que não é suposto morrer. Não foi quando eles partiram que eu tive consciência do valor de cada um deles, mas foi quando eles morreram que eu percebi que esse valor é incomensurável, que quando morre um irmão morre um bocadinho de nós. Percebi que há uma parte de nós que é só deles e essa parte desaparece com eles.
Sei perfeitamente que o melhor presente que dei aos meus filhos foi cinco irmãos a cada um, mas também sei que eles ainda não fazem ideia do valor de cada irmão. Por enquanto discutem mais do que aquilo que brincam, dividem mais do que aquilo que partilham e desconfio que teriam escolhido um cão e uma viagem à Eurodisney a um bebé novo, caso eu lhes tivesse dado a escolher. Mas os silêncios entre eles são cada vez mais frequentes e os silêncios entre irmãos são tudo.
O Dia dos Irmãos, que a Associação das Família Numerosas propôs que se passe a comemorar no próximo ano, é para celebrar tudo isto e é necessário comemorar tudo isto. Não é que os irmãos precisem de um dia, porque não precisam, é apenas por o merecerem. Os meus, pelo menos, mereciam um dia para cada um.
Por Inês Teotónio Pereira