25 de julho de 2014

Onde andam?

Antes de irmos de férias comprei dois presentes de aniversário via FB.
Um para a minha afilhada e outro para a minha sobrinha.
Sabia perfeitamente onde estavam os dois porque na véspera de irmos embora era suposto entregar os dois presentes.
Não consegui estar com a minha sobrinha, logo não lhe dei o dela.
Não me consigo lembrar se o arrumei muito arrumadinho para não o perder e para lhe entregar quando voltasse ou se o deixei dentro do envelope onde o recebi.
A única coisa que me lembro é do meu marido me ter perguntado se podia deitar o envelope fora e de eu lhe ter respondido que sim, mas uma coisa tenho a certeza, pedi-lhe para verificar se estava lá dentro alguma coisa. Não me recordo da resposta e já nem ele se lembra deste episódio..
Sei que andei à procura e não encontro.
Este fim-de-semana preciso de arrumar a casa e quero ver se encontro o dito.

Os meus irmãos

Pensamos todos os dias no valor incomensurável dos filhos e dos pais, sabemos o quanto vale cada amigo, mas não contabilizamos os irmãos
Só se percebe verdadeiramente a importância das coisas ou das pessoas quando as perdemos. Quando as consideramos tão garantidas como o ar que respiramos, nem pensamos no seu valor. Não fazemos contas, assim como um milionário não faz contas para ir à mercearia nem sabe as oscilações do preço da bica. Com os irmãos é assim que as coisas funcionam. E é por isso que funcionam tão bem.
Nós não sabemos quanto vale um irmão. Nem pensamos nisso. Pensamos todos os dias no valor incomensurável dos filhos e dos pais, sabemos o quanto vale cada amigo, mas não contabilizamos os irmãos. É diferente com eles. É diferente porque os irmãos são de graça. Eles caem-nos ao colo sem planeamento, sem poder de escolha, sem pensarmos nisso. Também é diferente porque nós crescemos com eles e crescemos juntos em tudo. Começamos desde pequeninos a lutar, a brincar, a discutir, a partilhar a casa de banho, o quarto, as meias, os jogos, os pais e os outros irmãos. Eles crescem a meias connosco e por isso acabam por ficar mais ou menos nós.
E é por isso que os irmãos nos conhecem melhor que os nossos pais ou amigos. Conhecem-nos os tiques, as fraquezas, os gostos e as sensibilidades; sabem o que quer dizer cada expressão nossa, aquilo que nos faz chorar e os limites da nossa tolerância. Também sabem que podem ultrapassar todos esses limites porque nada acontece, porque não há divórcios de irmãos. Os irmãos não prometem amar-se na saúde e na doença até que a morte os separe. Não precisam: quer prometam quer não, quer queiram quer não, é mesmo assim que vão viver.
Em todas as outras relações é preciso tempo. É preciso guardar tempo e ter tempo para estreitar laços, criar cumplicidades, ganhar confiança ou aprofundar as relações. Mas os irmãos não precisam de tempo. Nós gostamos dos nossos irmãos o mesmo que sempre gostámos apesar do tempo. Nem mais nem menos um bocadinho que seja. Podemos passar anos sem nos falar que não é por isso que as cumplicidades, os laços, a confiança (muita ou pouca) se esvanece. Os irmãos são imunes ao tempo, à distância ou às zangas e isso torna-os à prova de tudo.
Com os irmãos, ao contrário do que acontece com todas as outras pessoas, também não precisamos de falar: basta estar. Se falarmos e rirmos uns com os outros, melhor, é uma espécie de bónus; se discutirmos, melhor ainda: quer dizer que podemos, quer dizer que somos tão irmãos que até podemos discutir violentamente e continuar a ser irmãos. Até ao fim.
Eu tenho a suprema sorte de ter oito irmãos. Ter oito irmãos quer dizer ter oito melhores amigos, quer dizer ter oito pessoas que se atiravam a um poço para me salvar (espero...) e oito pessoas a gostar incondicionalmente de mim ao mesmo tempo. Já perdi dois deles, o mais velho e o mais novo. Perdi-os numa idade em que não se perdem irmãos e eles morreram estupidamente numa idade em que não é suposto morrer. Não foi quando eles partiram que eu tive consciência do valor de cada um deles, mas foi quando eles morreram que eu percebi que esse valor é incomensurável, que quando morre um irmão morre um bocadinho de nós. Percebi que há uma parte de nós que é só deles e essa parte desaparece com eles.
Sei perfeitamente que o melhor presente que dei aos meus filhos foi cinco irmãos a cada um, mas também sei que eles ainda não fazem ideia do valor de cada irmão. Por enquanto discutem mais do que aquilo que brincam, dividem mais do que aquilo que partilham e desconfio que teriam escolhido um cão e uma viagem à Eurodisney a um bebé novo, caso eu lhes tivesse dado a escolher. Mas os silêncios entre eles são cada vez mais frequentes e os silêncios entre irmãos são tudo.
O Dia dos Irmãos, que a Associação das Família Numerosas propôs que se passe a comemorar no próximo ano, é para celebrar tudo isto e é necessário comemorar tudo isto. Não é que os irmãos precisem de um dia, porque não precisam, é apenas por o merecerem. Os meus, pelo menos, mereciam um dia para cada um.
Por Inês Teotónio Pereira

24 de julho de 2014

Todos os dias quando chego à escola para ir buscar o meu filho, ele tem um presente para mim.
Começamos com desenhos, depois com folhas de árvores e ontem apareceu-me com um colar de folha.
Nos primeiros dias era para mim, para o pai e para o mano (mas o meu ou era diferente ou maior que os outros), depois começou a alargar.. para a Tia M., para o Avô J., para a Tia P., para a Avó S. e para o Avô L.
Ainda não recuperou totalmente das férias e da nossa ausência, mas aos poucos vai lá.
 
O mais pequenote continua bem disposto, anda mais tranquilo e continua a querer muito colinho.
Verdade seja dita que assim que me aparece à frente o encho de beijos e de colo..
 
Adoro os meus filhos e é tão bom vê-los crescer! :)
 

21 de julho de 2014

HSFX

Fizemos a nossa primeira vista às urgências do HSFX.
A verdade é que não volto lá mais, mas vamos por partes.
 
Primeiro, o grande susto.
Pai e filho encontram-se em amena cavaqueira. Filho cá do sofá, bate com a cabeça no chão e desmaia.
Não percebi bem o que estava a acontecer, ainda demorei uns milésimos de segundo a entender o que se estava a passar..
Depois de ter acordado e chorado, aparentemente parecia-nos bem. No entanto, ligámos para a Saúde 24 para sabermos o que haveríamos de fazer.
Como desmaiou, aconselharam-nos a ir ao hospital e devido à nossa localização enviaram-nos para o HSFX.
 
Lá fomos, eu sempre a conversar com o pequeno J numa tentativa de ele não adormecer. Lá lhe fui fazendo perguntas para ele me ir respondendo.
Chegados ao hospital, o procedimento de entrada nas Urgências de Pediatra agora é feita nas Urgências de obstetrícia (Para quem não sabe, aqui fica a dica).
Voltámos para a sala de espera. Lá nos chamaram não sei quanto tempo depois (não muito mais ainda algum). O Enfermeiro tinha um ar muito humorado e tinha péssimo aspeto. Lá tomou nota na ficha sobre o que nos levava ali..sem grandes perguntas mandou-nos aguardar.
A médica, com o ar mais enfastiado do mundo disse-nos que não sabia porque é que os da Saúde 24 nos tinham enviado para o Hospital. Nunca olhou para nós. Para o J. olhou quando ele esteve deitado na marquesa. O J. fez algumas perguntas e alguns pedidos e a médica nunca mas nunca lhe respondeu.
Mandou fazer raio x e apesar da birrinha inicial depois portou-se que nem um senhor.
Voltámos para o consultório da médica e foi o mesmo filme...não olhou para nós e ignorou por completo o J.
 
Há outro hospital público relativamente perto para a próxima é para lá que me dirijo.. a este já fui algumas vezes e nunca fui atendida assim..

Fundamentalismo

Quando o fundamentalismo é demais enjoa..

E eu não tenho paciência..

19 de julho de 2014

Uns queridos

Os meus filhos em casa de outras pessoas fartam-se de dormir..
O mais novo até ás 9h-9h30 e o mais velho até 10h30-11h..
Hoje eram 7h e estavam os dois a pé..

17 de julho de 2014

Helêlêlê...


 
O anuncio que mais vi nas duas últimas semanas.. estava sempre a dar que até dei por mim a cantarolar...